Eu nunca vou saber o que você realmente pensava ao me olhar. Tinham horas em que você me olhava como quem olha para o pôr-do-sol, admirando-o, mas não encomodado por estar distante, e se quer planejando uma tentativa de mudar isso. Outras horas me olhava como uma criança olha para o seu desenho recém criado, orgulhosa, sem nunca receber carinho suficiente ou estar satisfeita com o que tem. Já vi também aquele pequeno sorrisinho de canto que você dá, como contentamento, como alguém que sabe que deve ficar longe mas está pensando em formas de dizer isso... Mas tem horas, e nessas horas eu me confundo, em que você me olha e vem pra perto, me abraça, me pega pela nuca e me arrepia.Você demonstra carinho e atenção, mas a despedida é fria, e suas ações não tomam as proporções que eu gostaria. É só quando estamos ali, eu e você, que eu sei o que você quer. E agora, depois de tudo, te encarando e tendo que aceitar as condições que atitudes me levaram, ainda não sei o que você quer, o que você insiste em evitar e quem você é.
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