sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Forte de Copacabana

Eram 3 da manhã e a luz do forte da cidade maravilhosa me indicava que estava na hora. Era como tinhamos combinado. Então porque temer de me aproximar do lugar que me apresentou você? Talvez o medo fosse por causa do pouco conhecimento que tinha (me encontrar, praticamente, com um desconhecido era loucura); ou talvez por vergonha de tudo não passar de uma ilusão e você ter sido um sonho, ou por simples insegurança de me entregar outra vez. Mas a curiosidade para saber se você estava lá me matava e foi isso que me convenceu a ir até lá vencendo tal medo. Fiquei encantada ao chegar, o forte estava mais lindo do que nunca, a iluminação espetacular era quase perfeita.. faltava uma coisa: você. Dei algumas voltas, ficava te procurando em todos os lados e em todos os sons, até que olhei para o relógio e vi que estava cedo demais. Busquei me distrair. Olhei para as ondas batendo nas rochas, contei quantas vezes a água do mar espirrava no meu pé e senti, de olhos fechados, a brisa bater no meu rosto. Esqueci de tudo (até de você para ser mais sincera), a única coisa que me passava na cabeça era como estava gostoso aproveitar aquele ventinho. O tempo se fez passar mais rápido e inesperadamente senti suas mãos nervosas, geladas, mas firmes tamparem meus olhos e sua voz forte e sedutora invadir o momento que eu aproveitava. Olhei para você e não acreditei no que apreciava, você estava lindo e ali, não tinha esquecido do combinado e ainda trazia um buque de rosas vermelhas das mais lindas que já havia visto. Foi então que ouvi você pedir para segurar na minha cintura, ficamos mais pertos do que nunca e pude ver,de perto, a cor grafite de seus olhos que me deixaram sem reação. Você era tudo o que eu sempre quis e por conta do destino era eu quem estava ali com o desconhecido romântico dos meus sonhos graças a uma tarde de sábado, no mesmo forte. Eu estava totalmente admirada com aquela cena tão perfeita e ao mesmo tempo insegura se aquilo era certo ou não.. Ficamos parados, por um bom tempo, olhando um para a cara do outro, sem saber o que falar, e o mundo não parecia ter nenhum prestígio diante daquela cena de filme que vivia. Foi então que decidi falar: "Como pode ser isso? É surreal!" E ele me respondeu: "Tudo o que você sonhar pode ser real. Na vida devemos fazer loucuras por amor. E eu acho que é exatamente isso, não sei como, nem sei porquê, só sei que é amor o que eu sinto por você."Essas foram as nossas últimas palavras, beijos nos calaram e a noite se apoderou do resto.

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